Obra de prédio danifica 26 casas na Vila Olímpia
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012A construção de um prédio de 21 andares causou rachaduras em 26 residências das Ruas Henrique de Carvalho e Cabo Verde, no bairro Vila Olímpia, zona sul de SP. Mais comprometidos, seis imóveis tiveram de passar por reformas. As primeiras fissuras surgiram da noite para o dia, de acordo com os moradores, e, em poucos meses, espalharam-se por toda a estrutura dos imóveis. Portas e janelas passaram a não fechar. Nos casos mais graves, as casas inclinaram.
O Estado noticiou na edição de anteontem caso semelhante em Pinheiros, zona oeste. Desde agosto do ano passado, 33 casas vêm ganhando rachaduras por causa da construção de um condomínio horizontal. Com os problemas nos dois bairros, a região do Rio Pinheiros já tem 59 imóveis danificados por grandes obras do setor imobiliário.
Na Vila Olímpia, a casa do aposentado Eduardo Sampaio, de 76 anos, é uma das mais afetadas. “O piso afundou quatro centímetros”, disse. Há 42 anos, ele vive com a mulher em um sobrado na Rua Henrique de Carvalho, avariado pelas obras do prédio de alto padrão na Rua Alvorada.
Erguida pela Fraiha Incorporadora, a obra começou a causar problemas já na fundação, em setembro. Reis assinou documento com a empresa, que se comprometeu a fazer reformas. Ele, porém, está insatisfeito. “Eles fazem as coisas malfeitas”, disse. “Tenho leucemia e estou há três meses e meio num flat minúsculo com minha mulher, duas netas e minha filha”, queixou-se.
Sem reclamações. Vizinha de Reis, a funcionária pública Adeilda de Menezes, de 52 anos, está tendo a casa reparada, mas pôde ficar no imóvel. Ela está satisfeita com o tratamento da Fraiha. “Os pedreiros estão fazendo o serviço direitinho, mas é um transtorno muito grande.”
Outros dois moradores disseram que a empresa está cumprindo o acordo. “Deixaram minha casa melhor”, disse um deles.
Segundo a advogada da Fraiha, Célia Regina Eiras, “todos os reparos que são necessários estão sendo feitos e estabelecidos de comum acordo com os proprietários, mediante documento escrito e assinado”. Ela afirmou que o impasse só se dá com Reis. “Esse é o único caso que está nos impedindo de concluir a obra com exigências além do acordado por escrito”, disse.
Fonte: O Estado de S. Paulo
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